quinta-feira, 17 de julho de 2014

[Mesmo tempo, mesmo lugar] A caça-vampiros e a Princesa Guerreira





Buffy está para Xena assim como Xena está para Buffy. Alguém aí se lembrou de razão e proporção, regrinha básica de Matemática? Pois bem, você que é fã de ambas e suas respectivas séries, já já vai poder resolver esta questão. E não vai precisar ser um gênio da Matemática para isso.




Elas nasceram com um Dom. Não, não me refiro aos poderes especiais sobrenaturais e físicos que cada qual se vale. Falo do poder de fascinar e arrastar uma multidão de fãs por décadas adentro. 

O poder de Buffy e Xena vai além de pragmatismos, tempo, lugar, fronteiras. Duas espécimes raras de Heroínas que permeiam o imaginário dos aficionados por séries desde a década de 90 como sinônimos de coragem e abnegação. Sendo eu parte destes aficionados, e elas, parte de minha vida e de algo mais do que inesquecível, tracei um paralelo com alguns tópicos entre as séries de Joss Whedon e Robert Tapert




Como produções dos meados dos anos 90, Buffy – a caça-vampiros e Xena – A Princesa guerreira, foram rotuladas injustamente como algo ultrapassado. No entanto, dada a sua legião de fãs até o momento e a adoração que cada uma delas desperta em todo o mundo, logo podemos concluir que a recíproca não é verdadeira. 

Ambas têm uma mensagem muito pertinente acerca de heroísmo e lições importantes a serem exploradas. Por aí vimos o quanto são especiais e com muita coisa em comum. Vendo e revendo suas emocionantes aventuras é possível afirmar que Whedon e Tapert beberam da mesma fonte nos fazendo vislumbrar características, personagens, fatos e episódios semelhantes. 

O Poder feminino

Criadas sob o contexto da força de uma mulher contra os males do mundo, Buffy e Xena rapidamente tornaram-se fenômenos mundiais acerca do tema. Neste caso, há uma distinção entre ter poder e ter força. 


Enquanto a baixinha caçadora herdou de modo sobrenatural o poder milenar das caçadoras, a princesa guerreira se valeu de sua força física lapidada por anos de treinamento em táticas de Guerra para poder botar os marmanjos para correr e a seu modo, construir o mundo de Paz. 


Como uma adolescente comum, Buffy sempre ansiou por uma vida normal enquanto Xena, uma jovem normal ansiava por uma vida agitada pelo calor da batalha. Pode-se afirmar então, ao longo de suas jornadas íntimas e pessoais, que uma nasceu heroína e teve de se tornar mais humana e a outra nasceu humana e teve de se tornar Heroína. 


Elas também caem

O Heroísmo sempre cobra o seu preço em forma de sacrifício. Se desprender da humanidade comum, ser diferente, ter responsabilidade com a vida dos outros às vezes leva a um desfecho trágico. E com Buffy e Xena não foi diferente. 

Buffy se jogou literalmente em sua missão numa bola de energia para fechar o Portal da dimensão demoníaca da Deusa Glory no final da quinta temporada. 


Xena foi crucificada pelos romanos para tirar o impiedoso César do poder na passagem conhecida historicamente como Os Idos de Março. 



No entanto, ambas retornaram, com uma concepção bem diferente a respeito de renascimento. Enquanto Buffy caía numa profunda crise existencial por ter retornado, Xena teve dificuldades menores como perder sua essência guerreira ao se adaptar à uma nova vida.


Ainda falando em Morte, lidar com a dor da perda é um sentimento que pode trazer duas consequências bastante distintas. Ou você se entrega a ela, ou fortalece o que ainda lhe resta de força interior. 

Willow e Tara optaram claramente pela segunda opção em The Body ao receberem a notícia da morte de Joyce. Para acalentar a amiga Buffy, o casal pensou na força das Amazonas, lendárias guerreiras do universo de Xena. 



As Amazonas representam enfrentar os desafios com coragem e Amor. Mulheres que inspiram força quando lutam diariamente contra a morte, dor, injustiças e perseguições. 


Por traz de uma grande Heroína....

Se todo Heroína tem uma algoz, o mesmo vale para falar a respeito de suas "Ajudantes", ou braços direitos, melhores amigas. Seja qual nomenclatura que mais cabe a elas. 

Para Buffy, Willow Rosenberg é mais que uma amiga. Não, não é no sentido romântico da coisa, e sim na força que muitas vezes move algumas ações da Caçadora. O auxílio que ela tanto precisa na batalha contra as forças do Mal. Os Poderes humanos e sobrenaturais de Willow foram sempre úteis nesta Batalha. 


Já Xena tem em Gabrielle (Renée O'Connor), mais que uma amiga também. Ela é a força que move as ações reparadas de uma guerreira que resolveu mudar de lado. Foi o Amizade e a representação de Gabrielle na vida de Xena que a segurou no caminho do Bem, da redenção que ela precisava. 



E voltando a Willow, parece que a amiga de Buffy é mesmo fã de Xena, pois em Halloween, episódio da segunda temporada, ela faz uma menção muito divertida à Princesa guerreira quando Buffy está desmemoriada e pensa ser uma donzela do século XVIII. 

Para retribuir a “gentileza”, os autores de Xena usaram The Play's the Ting, episódio da quarta temporada, em que um dos críticos que assiste à peça de Gabrielle se mostra disposto a assistir a "Buffus – a bacante exterminadora do outro lado da rua". 


Almas Gêmeas

A relação de Buffy e Xena com suas respectivas amigas também protagonizou um forte contexto existente entre as séries. 

Num tempo em que amor entre meninas era tão rejeitado quanto uma mulher sendo heroína, a universalidade desse sentimento impulsionou vários momentos inesquecíveis dentro da série. 

A amizade de Willow para com Buffy nunca passou de Amizade a não ser em fanfictions. Este outro tipo de sentimento mais intenso de nossa amada bruxinha se direcionou para uma das suas, a bruxa Tara MacLay. O que foi prontamente recíproco, pois como bem sabemos, o negócio de Buffy nunca foi bruxaria! (hehehehe)



Já a relação de Xena e Gabrielle teve uma concepção mais abrangente começando com uma sublime amizade e voltando-se para uma relação mais intensa afetivamente. A todo este processo deu-se o sucesso do seriado protagonizado por Lucy Lawless, que aos poucos, de forma sensível e delicada, foi vencendo o preconceito e quando se deram conta Xena e Gabrielle eram almas gêmeas inseparáveis. 


Assim como Gabrielle, a bruxa Willow também trilhou uma jornada de autoconhecimento e no meio deste processo, tivemos o fato de terem tido também relações com o sexo oposto. 

A bruxinha com o músico Oz, seu primeiro namorado e a barda amiga de Xena foi mais além, chegando a casar-se com um amigo de infância. Mas no final, a ligação entre suas respectivas almas gêmeas falou mais alto, provando o quanto o Amor não escolhe gênero, e sim coração. 


Vilãs e Heroínas

Na conhecida balança dos PQV (Poderes que valem) para cada Herói há sempre um vilão à altura. E aqui não é diferente. 

Enquanto Buffy passou por poucas e boas com Faith em sua época de vilã psicótica, Xena teve de enfrentar Callisto, tão psicótica quanto. As sequencias de enfrentamento entre as personagens renderam momentos memoráveis em ambas produções e até vídeos interessantes de fãs no youtube:


A morena Faith e a loira Callisto são duas vilãs lindas, carismáticas, poderosas e sensuais, e que conhecem a fundo a natureza de suas adversárias. Ainda mais depois que ambas souberam o que era estar na pele de suas rivais. Em This Year´s Girl , Faith usou um dispositivo para virar Buffy e Callisto se valeu da intervenção do Deus Ares para escapar da masmorra eterna de tormentos e se passar por Xena em Intimate Stranger

Como o sucesso do herói depende e muito da construção de seus vilões, entra em cena o mérito das intérpretes Eliza Duskhu e Hudson Leick para o longo caminho de redenção. 


Os charmosos Anti-Heróis

Do outro lado da moeda temos os vilões ou seriam anti-heróis? Spike e Ares não nasceram com vocação heroica, e seus atos ocasionalmente heroicos na maioria das vezes tiveram mais a ver com motivos egoístas ou por pura vaidade masculina mesmo. Mas com o passar do tempo, aprenderam a duras penas se render a valores mais nobres. 

O vampiro poeta de coração partido aos poucos foi moldando seu caráter depois que ganhou um chip de presente do Governo. Impossibilitado de realizar os feitos que lhe tornaram famoso em seus áureos tempos de maldade, restou contar com a bondade humana, especialmente Buffy e sua turma para sobreviver. Começou a trocar favores por dinheiro e logo, seu chip estava sendo substituído por uma alma por Amor à Caçadora. 


Ares, o imponente Deus da Guerra não possuiu um chip, e durante um bom tempo pareceu que nem mesmo tinha uma alma até que o Amor pela princesa guerreira o transformou num herói ocasional quando renunciou sua imortalidade para salvar Gabrielle e a filha de sua amada da morte. 


Portanto, além de interesses amorosos, Spike e Ares foram peças fundamentais no esquema do Bem e do Mal que ornam a jornada de sacrifício e redenção de Buffy e Xena. 


As Chaves

Para o autor Joss Whedon, Buffy terminaria na quinta temporada. Para alguns críticos, Xena na quarta. 

Deixando de lado se estariam certos ou não, fato é que foi a quinta temporada de ambas as séries que marcou mudanças significativas em seus rumos. 

Enquanto Buffy ganhava Dawn, uma irmã concebida por forças místicas, Xena teve em seu ventre a semente da fé no amor entre os homens que depois virou Livia/Eva (Adrienne Willkinson). Dawn e Eva chegaram como peças chave para mudar os rumos das relações familiares e universais dentro da história de cada uma. 

A adolescente era literalmente a chave para a dimensão demoníaca da Deusa Glory. Eva foi concebida no ventre de Xena por forças místicas e abriria as portas para uma nova ordem mundial sem os Deuses do Olimpo, o chamado Crepúsculo dos Deuses. 



Outro ponto em comum foi que tanto Buffy quanto Xena foram obrigadas a se adaptar aos novos membros de suas famílias e claro, que em ambos os casos, o Amor foi peça chave para isso. 


Quem canta, os Males espanta

Amor decantado ou cantado nos excelentes episódios especiais em que a música foi um alento. Ao que parece algumas séries estão aderindo a episódios com este formato para dar um tempero especial a suas tramas. Isto começou com Buffy e Xena lá nos anos 90. 


Na sexta temporada da caça-vampiros vimos o sensacional e extra-sensorial Once more with feeling, onde todos os habitantes foram forçados a viver a vida cantando. 

Em Xena, as músicas de The bitter suíte da terceira temporada, foi usada para que a personagem finalmente se entendesse com sua melhor amiga depois de um doloroso trauma. 

Simplesmente impecável a forma de como a música é usada para expressar os sentimentos de forma aberta e resolver qualquer tipo de pendência sentimental da alma.


Caminhos da redenção

E por falar em alma, de quem lembramos? Do nosso amado vampiro Angel, moldado por sua alma atormentada por pecados do passado tornando-se um Herói inesquecível. 

Na época de Angelus, Angel ganhou o que podemos chamar de presente de grego dos ciganos romenos. Uma alma depois de matar a filha de um líder da aldeia e por isso vagou durante anos e anos atrás de algo que pudesse lhe dar sentido e o encontrou no amor de Buffy. 

Angel e Xena: almas atormentadas por redenção

A mortal Xena, autora de tantos massacres e morte de pessoas inocentes em sua época de vilã, teve de lidar também com a dor de sua alma restaurada não pelas forças místicas, mas pelo poder da amizade e Amor de Gabrielle. 

Além disso, ambos tiveram de lidar constantemente com a linha tênue que separa heróis de vilões sempre que deixavam aflorar em certas ocasiões o lado sombrio da força de cada um.


Buffy vs. Xena?


Há uma questão muito interessante de vários críticos sobre Xena ser “mãe” de Buffy, afinal, a Princesa guerreira foi uma das primeiras heroínas da história da TV que teve uma aceitação mais segura junto ao público numa época em que “lugar de mulher era na cozinha”, inspirando outros autores como Whedon e cineastas de respeito como Quentin Tarantino.

C
ontudo, isso não significa que Xena seja melhor que Buffy ou Buffy seja melhor que Xena, mesmo que algumas pessoas insistam em criar enquetes a respeito disso ou Joss tenha provocado alguns fãs de Xena dizendo que a guerreira nunca poderia ter vencido Buffy. 

Pra começar ambas tem força e estrutura de poderes diferentes. Xena é humana, e Buffy tem seus poderes em raízes sobrenaturais, ou seja, fazem parte de universos paralelos. 

O mais importante é que com características individuais especiais, conquistaram o seu espaço na TV e na história dela. 



A única certeza que tenho é que tanto Buffy quanto Xena protagonizaram os momentos mais inesquecíveis da TV e moldaram a vida e o caráter da fã adolescente, e agora desta mulher de alma feminista que evita ao máximo a pergunta: “Buffy ou Xena? ”
A quem importa eu prefiro responder um pouco de uma aqui, mais um pouco de outra ali, volta a anterior, retorna a posterior....dependendo do momento B ou X da minha vida. É assim que me vi, me vejo e sempre me verei e posso dizer com bastante propriedade: Não é porque algo é antigo, é também primitivo, afinal, o Amor é eterno, jamais envelhece ou perde sua essência. E diante disso: Vida longa à caça-vampiros e à princesa guerreira! 



PS: pra quem se lembra, este texto também foi de minha autoria no antigo Portal Buffy. Aqui apenas acrescentei mais alguns elementos.

PS 2: agradecimento especial à Revista Xenite, e a autora deste artigo na mesma. Lembrando que para quem quiser conferir, não se trata de um plágio, e sim, uma pertinente fonte de inspiração. http://www.revistaxenite.com/rxfiles/artigo120.html

PS 3: ainda preciso responder por que sou fanzoca de ambos os seriados?

7 comentários:

  1. Olha, eu não cheguei a acompanhar Xena, apenas vi alguns episódios. Mas, pelo seu texto, é notável que você fez um ótimo paralelo entre as duas séries. Até parece que Buffy é a reencarnação de Xena, hehe. Parabéns, Flávia!

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    1. Obrigada querido pela audiência cativa de sempre.

      E sim, também vejo Buffy como reencarnação de Xena. kkkkk e ambas tem isso todo em comum e me encantou desde o início. Como sou fã assídua dos dois seriados, pude colher bastante informações. Que bom que gostou! Um forte abraço

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Meu comentário saiu cheio de erros ortográficos... Mas vamos lá!!

    Xena e Buffy são as únicas heroínas de series de TV, que eu paro para assistir. Eu conheci a Princesa Guerreira ainda na série do Hércules ainda nos anos 90 (que por 1 triz acho superior à serie Xena). Quando ela seguiu em seu Spin-off, na época, eu duvidava que conseguiria fazer sucesso. Lembro que na época do colégio (isso lá em 2000), meus colegas disseram que pararam e assistir Xena porque afirmavam que serie fazia apologia ao lesbianismo e que ela beijava uma mulher todo episódio com o avanço das temporadas (eu fiquei espantado com a maneira de como a serie foi interpretada e ainda como inventaram esses comentários preconceituosos e caluniosos; e isso se espalhou como a velocidade da luz!). Mesmo assim, eu nem ligava pra isso (pois o que eu mais queria era ver as cenas de ação). Hoje eu penso que, a relação com Gabrielle era mais um amor fraternal do que algo sexual, pois vocês mulheres valorizam bastante essa questão da troca de toques, do olhares, de sorrisos, mesmo sem ter nenhuma intenção sexual; por isso ela depositava em Gabrielle esse afeto, pois se ela fizesse isso com algum homem, ele consideraria um imediato convite para a cama!

    E sobre isso Flávia, você acha que o aprofundamento da relação entre Willow e Tara (mais tarde com a Kennedy), se inspirou e teve como determinante a relação de Xena e Gabrielle ou vice-versa????

    Sobre uma questão Flávia, vou ter que discordar um pouco de você. Xena pode até ter sido a 1° heroína de época, considerando a linha temporal (pois a história se passa nos tempos antigos); mas ela não foi a 1° heroína da história da TV; pois antes dela teve a Mulher Biônica, As Panteras (1° versão) e até a Mulher Maravilha na sua serie clássica dos anos 70... Xena, junto com Buffy, ressurgiram como heroínas de TV depois de muitos anos de hiato de uma serie cuja mulher é protagonista heroína de ação! Espero que entenda essa pequena intervenção! :)

    Sobre Angel e Xena, além da coincidência de terem a oportunidade de estrelar sua própria serie fora da serie-mãe (Buffy e Hércules, respectivamente); eles são dois heróis que buscam uma redenção, uma forma de amenizar os massacres que cada um fez no passado!

    Essa menção de Xena em Angel, foi uma incrível sacada do roteirista para arrancar uns risos do telespectador. Acho válido!!!

    Voltando à Buffy e Xena, todos duvidariam que suas series continuariam depois de seus finais previstos. Mas a ampla exploração e possibilidades em seus enredos deram um plus e episódios a mais! Afinal uma história em que as heroínas não pensam duas vezes em entregar suas vidas para salvar o mundo, merecem uma justa continuação, e não um clichê de encerramento com ``chave de ouro´´.

    Novamente meus aplausos a você Flávia, pela sua rica apropriação em relacionar essas duas series aparentemente bem distintas, e por sintetizar e interpretar de forma clara e brilhante o que a revista Xenite já havia constituído no mesmo nível!!

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    1. Nossa, seu comentário ficou perfeito William. Não sabia que vc já tinha visto Xena. Vamos por partes:
      - muita gente vê Xena como um seriado lésbico mesmo, é muito preconceito de olhar só por este prisma, como vc disse, Xena tem ação e uma mensagem de Amizade também. Até algumas fãs de de Xena hoje só se ligam nele por este fato. Por elas representarem esta parcela da população. A comunidade lésbica se identifica muito com as duas.
      - se elas eram ou não um casal, ainda tem gente que acha que não, embora as atrizes e alguns produtores já terem dito que sim, que representavam como se elas fossem namoradas mesmo, mas sem mostrar algo mais íntimo. Por isso encaixei elas na história de Willow e Tara, pois vejo as duas bruxas como almas gêmeas, aquele par perfeito, assim como Xena e Gabrielle. Willow e Tara poderiam ser perfeitamente só amigas também, mas não foram. Mas admito que há algumas diferenças na construção das relações, não das personagens Willow e Gabrielle.
      - bem lembrado a questão das heroínas, eu concordo, é que como sempre sou muito ligada a Era Xena e Buffy, então acabei esquecendo desses grandes nomes da história também.
      - Angel e Xena foram tão bem construídos que ultrapassaram os seriados que estavam presentes e ganharam muito bem vida própria.

      Valeu querido pelas observações e atenção com o meu texto. É bom as pessoas as vezes fazerem estas correções, pois é sinal que teve paciência pra ler tudo com atenção.

      Um forte abraço

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    2. agora só completando a sua questão. Eu acho que se não existisse um subtexto na relação de Xena e Gabrielle, que muitos consideram "o primeiro casal lésbico da TV", acho que não existiriam outras personagens neste sentido. Até porque foi na última temporada de Xena (2000-2001), o seriado teve 6, que elas escancararam esta questão com direito a beijo e tudo. No mesmo tempo em que Willlow e Tara também começaram uma relação na quarta e quinta temporada de Buffy.

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  4. Eu chorei aqui, muito lindo esse post!!!

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